Mulher Maravilha: Gal Gadot foi a escolha certa para um dos melhores filmes da DC
Por Erick Alexandino
O filme Mulher Maravilha estreou no dia primeiro de junho e apesar das sobrancelhas levantas e da desconfiança, o filme vem sendo elogiado mundialmente e está sendo considerado por muitos o melhor filme do universo expandido DC.
A clássica personagem Wonder Woman, a Mulher Maravilha, foi criada em 1941. Ela foi concebida para ser uma heroína com uma feminilidade forte, livre e corajosa. Para inspirar meninas a terem autoconfiança e pisar em cima da ideia de que mulheres são inferiores aos homens.
Junto com Superman e Batman, a Mulher Maravilha forma trindade da DC Comics. Os três maiores heróis da editora. Apesar de todo esse reconhecimento, só agora ela ganhou seu primeiro filme live-action.
Estrelado por Gal Gadot e dirigido por Patty Jenkins, o longa-metragem conta a origem da heroína no cenário da primeira guerra mundial.
O filme é o primeiro a ter produção executiva de Geoff Johns, que em teoria deve ser o cabeça de todos os filmes da DC lançados a partir de agora. Ele custou 149 milhões de dólares e se pagou no primeiro fim de semana, uma demonstração absoluta de sucesso.
Na trama de Mulher Maravilha vemos a jovem Diana ser criada e treinada pelas amazonas na ilha de Themycira, um paraíso isolado do mundo e alheio aos seus conflitos. Quando o capitão Steve Trevor, personagem de Chris Pine, acidentalmente cai na ilha, Diana aprende sobre os horrores da guerra no mundo exterior e decide que é sua missão parar o conflito.
![]() |
| Cena em que a Rainha encontra Diana treinando |
Logo de cara temos algo que é ausente em Homem de Aço e Batman vs Superman: Uma fotografia clara e colorida. A ilha de Themycira, lar natal de Diana, é retratada como um lugar paradisíaco e acolhedor. Onde as amazonas vivem em paz.
No decorrer do filme, enquanto nos aproximamos da Europa em plena primeira guerra, as cores ficam mais acinzentas e apagadas. E na conclusão, tons vibrantes voltam e a empolgação vai (explode n) as alturas!
Depois dos cansativos filmes sombrios e realistas de Zack Znyder, apenas esse aspecto das cores já torna mulher maravilha bem mais empolgante. (apesar de que esquadrão suicida também tentou ser colorido e errou feio.)
A atriz israelita Gal gadot foi a melhor escolha possível para o papel da protagonista. Ela foi uma das poucas unanimidades da crítica em Batman vs Superman, em que foi bastante elogiada. Gadot acerta em pequenos e grandes aspectos da personagem e até seu sotaque natural ao falar inglês foi incorporado ao filme, dando mais credibilidade a Diana, uma pessoa completamente alienígena ao nosso mundo.
O interesse amoroso dela, Steve Trevor, é interpretado por Chris Pine, que também foi uma boa escolha. Os dois atores têm uma ótima química em tela e tanto o companheirismo quanto o romance entre os dois se torna bastante natural. Além de render cenas cómicas, entre a ingenuidade de Diana para com aquele mundo e o cinismo (e constrangimento) de Steve.
![]() |
| Gal Gadot é israelense |
O elenco de apoio também é bem colocado e não está lá apenas por estar. Eles fazem parte do arco dramático e acrescentam ao filme.
A roteiro segue a estrutura de um grande flashback, e não tem medo em arriscar uma grande parcela do longa à origem e treinamento da protagonista. Essa foi uma boa decisão, os atos ficam bem divididos e o ritmo não se torna cansativo, apesar das duas horas e vinte minutos de duração. Um dos maiores acertos foi colocar a Mulher Maravilha como uma heroína positiva e que abraça sua responsabilidade heroica, ao contrário do depressivo Superman de Henry Cavill.
As cenas de luta e ação ficam confusas em alguns momentos e alguns efeitos especiais transparecem, mas em nenhum momento essas cenas perdem o expectador. Todos os poderes e habilidades da personagem são mostrados de formas criativas e interessantes. E uma coisa fica bastante clara: A mulher maravilha é badass! Ela é muito forte! A impressão que fica, aliás, é que em Batman vs Superman ela estava era se segurando durante a luta contra o vilão apocalipse.
Apesar dos debates quanto ás verdadeiras intenções de William Marston ao criar a Mulher Maravilha, não há dúvidas de que ela foi concebida para ser um ícone feminista.
O filme não promove isso de forma cega ou deixa esse aspecto se tornar algo mais importante que a história em si, mas sem dúvida tem seus tons feministas.
A protagonista, ao contrário de outras grandes personagens da cultura-pop, como a Ripley da franquia Alien, ou a Sarah Connor de o exterminador do futuro, não cai na armadilha de se tornar uma versão feminina de um arquétipo masculino de personagem. A mulher maravilha não é a versão feminina de algum outro herói. Ela é sua própria personagem. Sua própria versão. Ela é forte e segura de si mesma, é feminina, é sensível, e faz o que deve ser feito, o correto, queira as pessoas concordem ou não.
Diana não é uma vítima daquele mundo, mas reconhece algo está errado e toma como sua missão fazer o que deve ser feito, quando o resto das pessoas parece não se importar.
Em conclusão, Mulher Maravilha é um ótimo filme. Sem dúvida o melhor do universo expandido DC. um filme que deve ser prestigiado no cinema.



Comentários