Paraíso Perdido: Quando a música ajuda a contar uma boa historia cheia de conflitos e críticas sociais


Um filme belo visualmente e incrível musicalmente. Uma trilha sonora composta pelas melhores músicas da nossa querida MBP, Zéca Baleiro conseguiu fazer com que todas a músicas ajudassem a contar uma história de uma família, ao mesmo tempo conturbada e unida pelos problemas sócias que afligem nossa sociedade.
A cineasta Monique Gardenberg, consegue abordar vários temas que vão desde a homofobia, aborto, racismo, violência contra a mulher e até a surdez. Sem contar em uma discreta alfinetada na ditadura militar. E tudo isso sem perder o foco de uma trama que vai se desenrolando e acaba quebrando todas as expectativas do espectador.
E o que dizer do final ao som de "Todo Sujo de Batom" de Belchior? Um final que mesmo deixando questionamentos termina na hora certa.
Vale ressaltar também o elenco de peso que traz grandes nomes do cinema contemporâneo brasileiro como Marjorie Estiano, Seu Jorge, Júlio Andrade e uma participação genial do grande Erasmo Carlos como o patriarca da família.

Sinopse:
Paraíso Perdido é um clube noturno gerenciado por José (Erasmo Carlos) e movimentado por apresentações musicais de seus herdeiros. O policial Odair (Lee Taylor) se aproxima da família ao ser contratado para fazer a segurança do jovem talento Ímã (Jaloo), neto de José e alvo frequente de homofóbicos, e aos poucos o laço entre o agente e o clã de artistas românticos vai se revelando mais e mais forte - com nós surpreendentes.


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