Projeto de lei sugere cotas para negros e indígenas em editais do governo federal dedicados ao audiovisual
Projeto de lei de autoria dos deputados Jandira Feghali
(PCdoB/RJ) e Paulo Teixeira (PT/SP) defende reserva de vagas para negras,
negros e indígenas em processos seletivos do audiovisual financiados com
recursos públicos federais.
A PL 10516/2018, apresentada na última quarta-feira,
estabelece que "iniciativas multimídia, na televisão e na internet,
seriadas ou não seriadas, [processos seletivos] que sejam destinados ao fomento
e ao investimento em desenvolvimento de projetos, na produção, na finalização,
na distribuição, na veiculação e no licenciamento, em estudos e pesquisas, bem
como na formação, capacitação, treinamento, aperfeiçoamento técnico e
profissional e no credenciamento de jurados de mostras, festivais ou congêneres
e de pareceristas para avaliação de propostas de audiovisual" tenham 50%
das vagas preenchidas por negros e indígenas.
Dessa porcentagem, 35% das posições deverão ser de mulheres
e homens negros, em mesmo número cada, e 15% ocupadas por indígenas, seguindo a
mesma regra de equitatividade de gênero. Além dos projetos
citados, ao menos 50% de mostras, festivais audiovisuais e congêneres
financiados por recursos públicos federais deverão reservar homenagens ou
prêmios específicos para negros, indígenas e mulheres que atuem no setor
audiovisual.
Relatórios apresentados pela Ancine nos últimos anos têm
destacado a histórica dominação de homens brancos do cinema brasileiro,
inflamando a exigência por políticas de ação afirmativa. O projeto precisa
ser analisado e votado antes de chegar ao presidente da República, que por fim
pode sancioná-lo ou vetá-lo.

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