Filmes brasileiros que seriam blockbusters se fossem feitos em Hollywood



É comum ver brasileiro dizendo que aqui não se faz filmes como em Hollywood, e isso até que é verdade. Assim como em nenhum outro lugar do mundo se faz filmes como lá, pois é lá que as coisas acontecem e tem os grandes estúdios, com orçamentos astronômicos. 
Agora dizer que no Brasil não tem filme da mesma qualidade de Hollywood já é um grande equivoco, pois temos sim filmes que são tão bem feitos quanto os de qualquer lugar do mundo.  E estes filmes, caso fossem feitos por grandes estúdios, poderiam ser considerados grandes blockbusters e ganhariam vários prêmios. Pois todo mundo sabe que um filme precisa, mais do que ser bom, ter um grande estúdio por trás para fazer bestante sucesso. 
Pensando nisso, o Cine Piau preparou uma lista de filmes que seriam blockbusters se tivessem sido produzidos em Hollywood. 

Confira:

DOIS COELHOS

Filme produzido em 2012 e dirigido por Afonso Poyart, o longa trás o que eu considero o melhor roteiro e a montagem mais dinâmica do cinema brasileiro. Sem contar em ótimos efeitos especiais e cenas de ação tão bem dirigida quanto qualquer filme do Vin Diesel. 
O longa, estrelado por Fernando Alves Pinto e Alessandra Negrini, mostra a clássica trama de pessoas se envolvendo em golpes, traições e muitas emboscadas. Sem contar o fato de ter vários plots twsit. É certeza que se tivesse um Brad Pit ou Tom Cruz com uma Scarlett Johansson, e dirigido pelo Michael Bay seria um grande sucesso dos filmes de ação. 

Confira a sinopse: 
Após se envolver em um grave acidente automobilístico, no qual uma mulher e seu filho são mortos, Edgar (Fernando Alves Pinto) é indiciado, mas consegue escapar da prisão graças à influência de um deputado estadual. Logo em seguida ele parte para uma temporada em Miami, onde retorna com um elaborado plano em que pretende atingir tanto o deputado que o ajudou, símbolo da corrupção política, quanto Maicon (Marat Descartes), um criminoso que consegue escapar da justiça graças ao suborno de políticos influentes.


O DOUTRINADOR 

Mesmo muitos já considerando um blockbuster brasileiro, o filme de Gustavo Bonafé, que estreou em 2018, bateria de frente com qualquer filme de ação destes que mocinho sai dando a porrada em bandido sozinho, estrelado pelo The Rock. O longa tem um arco narrativo que lembra muito os filmes de super-heróis ou os clássicos Duro de Matar, onde o espirito vingativo do protagonista acaba transformando ele em herói.

É um filme fácil de prender, com um roteiro simples e mastigado e com cenas de luta muito bem coreografadas. E, assim como qualquer filme desse gênero, a única proposta dele é se deliciar com gente dando porrada em bandido. E pra nós brasileiros, tem um gostinho muito mais especial, pois os bandidos são políticos corruptos. 
Imagina este roteiro nas mãos dos irmãos Russos e estrelado pelo Chris Evan? como diria nosso Ciro Gomes, daria bilhões, meus amigos. 

Confira a sinopse:
Um vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. A história do homem por trás do disfarce de Doutrinador envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos.



DIVÓRCIO 

Aqui temos um filme que se tivesse a mão do Tio San, seria um dos clássicos da Sessão da Tarde. Comédia romântica clichê onde o casal se odeia no começo mas e acabam terminando juntos. O diferencial aqui é que os protagonistas, estrelados por Murilo Benício e Camila Morgado, já começam o filme sendo um casal, mas acabam tentando se divorciarem, criam uma guerra durante esse processo e depois descobrem que ainda se amam. 
O longa, de Pedro Amorim, que estreou em 2017, não fica atras de nenhuma comédia do Adam Sandler e seria sucesso de bilheteria se fosse feito em Hollywood, estrelado pelo próprio, junto com a Jennifer Aniston.

Confira a sinopse:
Noeli é roubada do altar por Júlio. O casal enriquece quando o molho de tomate Juno, criado por eles, torna-se um sucesso. Mas a rotina distancia o casal e eles se separam. Para defender o patrimônio, cada um tenta achar o melhor advogado para si, o que gera um processo de divórcio cheio de confusões.




UMA HISTORIA DE AMOR E FÚRIA 

Disney é você? Não, não é. Apesar dos designer de personagens ser um pouco semelhante aos clássicos em 2D da Disney, esse filme, estrelado por Selton Mello, é um dos melhores filmes brasileiros e uma das poucas animações feitas em terras tupiniquins. O termo usado anteriormente cai muito bem, pois é um filme que conta a história do Brasil e ainda imagina um futuro para nosso país. E como não poderia ser diferente, o diretor  Luiz Bolognesi apresenta um futuro bem pessimista. 
O longa, além de muito bem animado, tem uma trama tão interessante e o original que se tivesse pelo menos a logo da Disney, estaria pau a pau com A Nova Onda do Imperador. Talvez a única diferença dos filmes animados da disney, é que este não é comédia e versa sobre temas importantes para o nosso país.  

Confira a sinopse
Um índio guerreiro imortal vê 600 anos do passado e do futuro do Brasil enquanto procura a alma perdida de sua amada.




LINO

Se o filme a cima lembram os clássicos da Disney, este tem uma pegada e visual mais parecidos com os da Pixar. E ao contrário de Uma História de Amor e Fúria, Lino é comédia. E segue a mesma narrativa das animações, onde o personagem principal passa por experiências que fazem ele mudar o seu ponte de vista e sua visão de mundo. Lembra bastante  o primeiro Carros. A diferença é que o personagem principal, também estrelado por Selton Mello, é um ser humano, pelo menos no começo do filme pois ele acaba virando um gato, tipicamente brasileiro, mal humorado e trapaceiro.  
Lino é um dos melhores filmes que eu assisti em 2017, bastante divertido, muito bem animado e com uma história digna de qualquer animação vencedora de Oscar. Dirigido por Rafael Ribas , a animação 3D seria um grande sucesso se tivesse sido produzida pela Pixar ou qualquer outro estúdio de Hollywood. 

Confira a sinopse:
Um jovem ganha a vida como animador de festas infantis. Cansado da rotina maçante e cheio de acidentes, ele busca ajuda mística para mudar de vida.


O HOME DO FUTURO

Esse é pra quem diz que o Brasil não tem filme de ficção cientifica. Temos, e temos esse daqui, que além de ter uma produção impecável, os efeitos especiais não deixam nada a desejar. É um filme com um ótimo roteiro, cheio de reviravoltas e bastante técnico, no que diz repeito à física quântica. Parece até que foi feito pelo Christopher Nolan né? Mas não, foi feito por uma diretora brasileira chamada Cláudio Torres, e, mesmo sem os aparatos e recursos técnicos de Hollyood, não fica atrás de nenhum filme sobre viagem no tempo. 
E o que dizer da atuação de Vagner Moura fazendo três versões do personagem Zero? Com certeza é um grande filme brasileiro, que poderia ter ido muito longe se não fosse a falta de visibilidade que o nosso cinema tem mundo a fora.  

Confira a sinopse:
Zero é um cientista ridicularizado cuja última invenção o levou ao passado, lhe dando a chance de refazer sua vida. De volta à época de faculdade, ele reencontra Helena, sua paixão, mas acaba interferindo em acontecimentos do futuro. Agora, Zero precisa consertar o futuro sem perder Helena de novo.



NOS FALTA VISIBILIDADE 

No mais, a conclusão que chego é que o Brasil pode fazer o filme que for, com a qualidade, tanto técnica quanto artística, que for, mas nossos filmes nunca vão se tornar grandes blockbusters porque não tem o selo Hollwood de qualidade, que aliás, nem deveria existir, pois lá tem tanto filme ruim que vira sucesso de público só por que veio deles. 
Enquanto o brasileiro não aprender a valorizar seu próprio cinema, continuaremos sendo  esquecidos no limbo, pois ao ser valorizado, o lucro aparece, e o lucro aparecendo, entra dinheiro para investir em marketing e fazer o filme ser visto pelo mundo 



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