Opinião: Em cartaz dos cinemas de Tersina tem Thor que vale muito apena ver e o um filme bastante irresponsável

E a grande estreia desta semana é um filme que muitos estão esperando há pelo menos quatro anos. Chega aos cinemas mais um longa do universo Marvel. E desta vez que dá as caras é o querido Deus do Trovão. Thor Ragnarok é o filme que fecha a trilogia do herói. O último individual dos que compõem os integrantes originais dos Vingadores. Neste filme, Thor (Chris Hemsworth) está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela (Cate Blanchett).
Segundo a crítica este é um dos melhores filmes do universo Marvel, pois ele traz um ritmo envolvente e sabe usar o humor para entreter o espectador. Às vezes chega a ser exagerado, mas nada que fique muito tosco. Além disso, o diretor Taika Waitititambem aproveita bem as cenas de ação. O filme também tem a participação do Hulk que é essencial no desenvolvimento da trama, além da volta do irmão de Thor, Loki, que desta vez vai lutar ao seu lado, pelos menos é o que parece, pois é importante lembrar que na mitologia nórdica, de onde sai as inspirações para os personagens, Loki não luta ao lado de Thor no Ragnarok
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No mais o filme é uma ótima estreia, aprovado pela critica e com 100% de aprovação no tão temido Rotem Tomate, um site que permite qualquer pessoa avaliar um filme e que já prejudicou boas produções. Para quem quer se divertir e curtir uma boa pancadaria este é o filme que mais vai te contemplar esta semana. Afinal é Marvel, né?
Agora vamos ao filme que já estreou e que eu já assistir, ou seja, vamos a minha opinião pessoal.
Nas últimas semanas eu falei sobre filmes que gostei bestante e apontei os pontos fortes do longa, às vezes os fracos também, no mais foram ótimos filmes. No entanto, desta vez vou me ater a uma produção que na minha opinião tem muitos problemas e aborda sem nenhuma responsabilidade um tema bastante delicado.
Estou falando da comédia juvenil “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, baseado no livro do humorista Danilo Gentili, com o mesmo titulo, e dirigido por Fabrício Bittar e estrelado por Daniel Pimentel, Bruno Munhoz e o próprio Gentili.
Na história, os estudantes Bernardo (Bruno Munhoz) e Pedro (Daniel Pimentel) enfrentam as clássicas tarefas de cumprir as obrigações escolares, tirar boas notas, ter bom comportamento e cumprir as regras da escola. Frustrado, Pedro acaba encontrando um diário de como provocar o caos na escola sem ser pego, o que leva os dois amigos a seguirem as dicas do caderno.

Vamos aos problemas técnicos do filme
Eu particularmente gostei da direção de Fabricio Bittar, mas o roteiro não ajudou pois a narrativa não consegue desenrolar e acaba sendo uma mistura de muitas peripécias dos dois alunos, orientados pelo personagem do Danilo Gentilli. Outro problema no roteiro são as piadas chulas e ofensivas, sem contar a forma como o longa aborda o bulliyng.
Mesmo que sem intenção, ou quem sabe foi a intenção, o filme acaba passando a mensagem de que o bulliyng é algo normal na escola e que a melhor coisa a se fazer é reagir e se tornar alguém que também pratica bulliyng.
Em alguns momentos o filme realmente faz rir, isso tenho que admitir, mas na grande maioria do tempo ele me fez mesmo foi querer sair da sala. As piadas de mau gosto, as cenas forçadas de humor deixam o longa com atmosfera pesada e o riso que algumas cenas me trouxeram me deixou com remorso de ter rido de algo tão ridículo.
Outros elementos fazem o filme ser um pouco mais assistível são as atuações de dois grandes atores. Um é o Moarcy Franco, que interpreta o zelador da escola que não se importa com nada e que é responsável por boas cenas cômicas. Além dele, também é importante destacar a ótima participação do ator Carlos Vilagrám que fez o Kiko por tantos anos no Chaves. Carlos interpreta o diretor da escola que explora todos os estereótipos de um diretor escolar. O personagem surge quase como um vilão que persegue os dois alunos. Em uma das cenas, literalmente.

Por fim, o humor negro do das piadas misturadas aos clichês de besteirol americano como American Pie não me agradaram. Além de o fato de parecer que o filme não quer passar nenhum tipo de mensagem a não ser mostrar dois alunos se tornarem o pesadelo de um diretor. Se o objetivo foi fazer algo parecido com comédias juvenis dos anos 80 como “Curtindo a Vida Adoidado”, eles não o atingiram.
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